O rei preparou um banquete de casamento para seu filho e convocou os convidados. O Evangelho prossegue relatando as reações deles, que são surpreendentemente tranquilas: “Mas eles não deram a mínima e foram embora — um para o seu campo, outro para os seus negócios” (Mateus 22,5). Ninguém disse: “Eu não quero”. Ninguém se rebelou contra o rei. Simplesmente, todos encontraram coisas para fazer que pareciam mais importantes.
Esse é o aspecto mais reconhecível da Parábola: o que mais frequentemente nos separa de Deus não é a rebeldia, nem mesmo a descrença, mas um estado de ocupação constante. Poucos entre nós lutam ativamente contra Deus; no entanto, quase todos estão ocupados. Nós não rejeitamos a Deus; simplesmente O deixamos para depois — tal como reagendar uma reunião não essencial na agenda. Depois que o relatório estiver pronto, depois que as reformas terminarem, depois que os filhos crescerem, depois da aposentadoria.
O trabalho e as tarefas domésticas são bons e maravilhosos em si mesmos; não há pecado neles. O pecado reside no fato de que eles ocuparam o lugar para o qual o Rei fez o Seu convite.
Agora, consideremos para onde essas pessoas foram convidadas. Não para um turno de trabalho, não para uma reunião, não para acertar dívidas. O Rei as convidou para um casamento — para a alegria, para um banquete onde tudo está preparado para nós. Cristo compara o Reino ao evento mais alegre que Seus ouvintes conheciam: um banquete de casamento. Não estamos recusando educadamente uma obrigação; estamos nos afastando da felicidade porque simplesmente não temos tempo.
No final, o Rei da Parábola preencheu o banquete com outras pessoas. O chamado de Deus não é revogado; ele passa para aqueles que responderão. Que Deus nos conceda nunca ouvir, um dia, que o banquete aconteceu sem nós.
Tenham um domingo abençoado!
Lembremo-nos de que as portas do Banquete ainda não estão fechadas.
Metropolita Ambrósio (Ermakov)
tradução de monja Rebeca (Pereira)







