SOBRE AS LÁGRIMAS NA ORAÇÃO

Como devo rezar para que eu chore todas as vezes?

As lágrimas verdadeiras não são simplesmente uma experiência emocional ou psicológica. O Padre [São] Sofrônio de Essex falava às vezes sobre elas, dizendo que são o momento em que tanto a mente quanto o coração vivenciam a mesma realidade — a experiência do Nome de Deus, tanto na mente quanto no coração. Portanto, a cultura do hesicasmo, centrada na Oração de Jesus, consiste na união da mente e do coração: quando a mente e o coração de uma pessoa se tornam um só e vivem o mesmo momento — e esse é o momento das lágrimas.

Estamos falando, em certo sentido, de forma técnica sobre esse momento: é um momento de amor. Nem sempre ele surge por meio do amor, pois o amor já não é a nossa natureza — ou, melhor dizendo, é a nossa natureza, mas dela caímos; por isso, essa experiência frequentemente chega por meio da dor. Por essa razão, valoriza-se e cultiva-se — por assim dizer — um certo sentido não tanto da dor em si, mas do retorno a si mesmo através da dor.

A dor é o momento em que tanto a mente quanto o coração vivenciam a mesma coisa. E isso já é o início da unificação do ser humano.

Padre Rafail Doica
tradução de monja Rebeca (Pereira)

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Picture of Aurora Ortodoxia

Aurora Ortodoxia

Aurora Ortodoxia é um labor online missionário de cristãos ortodoxos brasileiros de distintas jurisdições canônicas, dedicado ao aprofundamento e iluminação daqueles que se interessam em conhecer a Fé Ortodoxa por meio da experiëncia da Santa Tradição.

Picture of Aurora Ortodoxia

Aurora Ortodoxia

Aurora Ortodoxia é um labor online missionário de cristãos ortodoxos brasileiros de distintas jurisdições canônicas, dedicado ao aprofundamento e iluminação daqueles que se interessam em conhecer a Fé Ortodoxa por meio da experiëncia da Santa Tradição.

25 visualizações

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recentes

SOBRE NÓS
Aurora Ortodoxia

Tradição & Orginalidade na Igreja Ortodoxa