JUVENTUDE DO APOCALIPSE – A ÚLTIMA VERDADEIRA REBELIÃO

Desde o dia em que Deus se fez carne e foi crucificado até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e os violentos o tomam à força. A resposta à pergunta “Por quê?” foi revelada, e agora devemos tomar os céus à força, na fé, na esperança e no amor. Agora é o tempo da última verdadeira rebelião.

Já não somos filhos da guerra, porque agora conhecemos o caminho, a verdade e a vida; e assim, dentro de nossos corações, a guerra do homem contra Deus chegou ao fim. A única violência que resta é a determinação da nossa vontade de morrer pela verdade. Agora começa a guerra invisível. Esta é a luta de toda a vida contra as paixões e os vícios interiores. É uma guerra contra o pecado, com o objetivo de adquirir a virtude. Essa guerra invisível começa e termina com a última verdadeira rebelião.

O desapego deste mundo é a porta para a liberdade dessa rebelião, enquanto a chave que destranca a porta é o ascetismo. O ascetismo é a prática de alcançar a virtude por meio do trabalho espiritual e físico: jejum, oração, vigilância, silêncio e privações. O trabalho consiste em privar-se deste mundo temporário e de seus prazeres, a fim de adquirir a paz eterna do outro mundo — o céu. É essa rebelião contra o mundo, que começa no campo de batalha de nossos próprios corações, almas e corpos, que é a única fonte da verdadeira liberdade.

Para compreender a última verdadeira rebelião, precisamos ter entendimento sobre: o corpo e a alma, os sentidos, as paixões, as virtudes, a oração e o sofrimento. Começaremos pelos aspectos que compõem a existência humana.

O corpo e a alma

Há dois aspectos da vida humana — o do corpo e o da alma. Ambos trabalham juntos de acordo com a vontade da pessoa. O corpo é o meio pelo qual a alma se expressa, enquanto a alma é o meio pelo qual o corpo tem vida. Assim, o desapego deste mundo deve ser feito com o corpo e com a alma, se quiser ser bem-sucedido.

A vida do corpo consiste em vários órgãos, cada um dos quais desempenha sua função, necessária para a vida do corpo. Existem três sistemas principais: o sistema digestivo, o sistema musculoesquelético e o sistema nervoso. Quando estes funcionam corretamente em relação uns aos outros, o corpo é saudável e a vida não é colocada em risco; mas quando a ordem é perturbada, o corpo adoece e a vida é ameaçada. Essa mesma regra se aplica à alma.

A vida da alma consiste em três partes: a mente, a vontade e o coração ou espírito. A mente compreende a vida mental, os pensamentos da pessoa. Assim que algo é percebido pelos sentidos, a imaginação e a memória começam a atuar. Nada pode entrar na alma sem a imaginação e a memória. Se algo não é armazenado na memória, você jamais conseguirá imaginá-lo, muito menos pensar nele. Os pensamentos nunca nascem diretamente da alma. Assim, o próprio pensamento sai da alma e opera segundo as leis da alma.

A segunda parte da alma, a vontade, é o maior dom que Deus nos concedeu. Com esse dom da liberdade da vontade, tomamos a decisão vital de crer em Deus ou crer no Nada. Assim como o corpo pode morrer e se decompor, também a alma pode se decompor. Isso acontece quando a vontade livre deseja rejeitar Deus. Foi nessa liberdade total que as correntes da humanidade foram criadas, e nessas correntes a humanidade ainda reivindica liberdade. Por isso a liberdade é um dom perfeito, porém temível.

A terceira parte da alma, o coração, é o núcleo do ser humano. Também é chamado de espírito, ou o aspecto mais elevado da alma. Não é por acaso que o espírito recebeu também o nome de coração, pois este órgão físico é igualmente o centro do corpo. O coração ou o espírito, como uma força que procede de Deus, conhece Deus, busca Deus e somente n’Ele encontra descanso. Com um certo sentimento espiritual interior que testemunha sua procedência de Deus, o espírito sente sua total dependência d’Ele e reconhece-se obrigado a agradar a Deus em tudo e a viver somente para Ele e por Ele.

Manifestações mais precisas desses movimentos do coração são: (1) Temor de Deus. Todas as pessoas, não importa seu grau de desenvolvimento, sabem que existe um ser supremo, Deus, que criou tudo, e que dependem d’Ele para tudo. Tal é a crença natural inscrita no coração.

(2) Consciência. A opinião contemporânea sobre a consciência é que ela é um elemento implantado pela sociedade e que precisa ser destruído. Dizer isso é afirmar que devemos matar impiedosamente a nossa própria alma, pois a consciência é a voz de Deus dentro do coração que nos sussurra o que é certo e o que é errado; o que agrada a Deus ou o que O desagrada. Nestes tempos lamentáveis, por meio da escravidão, tornamo-nos insensíveis à nossa consciência; já não ouvimos claramente o que é certo ou errado. Assim, nosso objetivo é tornar-nos mais sensíveis à consciência.

(3) O anseio por Deus. Isso se expressa no anseio universal pelo Bem. Também se manifesta na insatisfação com este mundo. O que significa essa insatisfação? Significa que nada no mundo criado é capaz de satisfazer o coração. O coração ou espírito vem de Deus, busca Deus, deseja provar Deus, deseja habitar e viver em comunhão com Deus e descansar em Deus. Quando alcança isso, encontra a paz; e até que o alcance, não pode ter paz.

Os sentidos

A vida do ser humano é muito complexa e, ao mesmo tempo, muito simples. O ser humano é o templo de Deus. Pela nossa livre vontade, podemos profanar esse templo ou guardá-lo como um tesouro.

O filósofo ortodoxo russo do século XIX, São Inácio Brianchaninov, revelou o mistério do templo humano com estas palavras: “Quando a mente e o coração se tornam morada de Deus, então a alma e o corpo também se tornam Sua morada. Mas o templo de Deus é corrompido e destruído quando o corpo cai na luxúria sensual e quando a mente e o coração entram em conversações malignas.”

A luta na vida espiritual contra a profanação desse templo é revelada na palavra “sensual”, que significa os sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Um monge do século XIX do Monte Athos, na Grécia, São Nicodemos, disse: “Agora, embora o corpo naturalmente se incline ao gozo dos sentidos, ele é, contudo, conduzido, governado e contido pela mente.”

E para dar continuidade ao pensamento, um monge da Palestina do século IX, São João Damasceno, disse: “Esta é a diferença entre a alma racional e a irracional. A irracional é conduzida e governada pelo corpo e pelos sentidos, enquanto a alma racional conduz e governa o corpo e os sentidos. O teu verdadeiro eu não é o corpo visível, mas a alma invisível.”

Sabendo tudo isso, fica claro que os sentidos corporais — visão, audição, olfato, paladar e tato — são as portas da alma. Quando usados de forma incorreta, essas portas na verdade aprisionam a alma. São Inácio diz: “Os olhos da alma são a mente.” Isso comprova a necessidade de guardar tanto os sentidos quanto a mente.

Em nossos tempos, essa verdade sobre a parte invisível da vida não apenas se tornou “obsoleta”, mas é de fato odiada. Ao odiar esses princípios da vida, o mundo desceu à superficialidade da sensualidade, e assim a alma do homem moderno foi profanada e queimada até o chão. Mas, uma vez que compreendemos esses princípios, devemos ao menos edificar nossa própria alma, guardando os sentidos, a mente e o coração.

Quando vemos coisas más com os olhos, imprimimos esse mal em nossa alma; quando ouvimos músicas más, os sons do mal são gravados na alma, e nossos pensamentos e imaginação não nos dão paz. O mal então conduz a atos maus de destruição. Em resumo, destruímos nosso corpo, nossa alma e nosso coração.

O místico São João de Kronstadt, que morreu neste século, tinha uma compreensão extraordinária dos sentidos e de seu efeito sobre a alma, pois ele próprio havia alcançado tal grau de sensibilidade que, pelo poder de Deus, conhecia os corações das pessoas e até seus pensamentos. Ele disse o seguinte sobre a impressão da música na alma:

“Não vos deixeis seduzir pelos sons melodiosos de um instrumento ou de uma voz; mas, pelo efeito que produzem na alma, ou pelas palavras do canto, considerai qual é o seu espírito. Se os sons produzem em vossa alma sentimentos tranquilos, castos e santos, então ouvi-os e alimentai vossa alma com eles. Mas se despertam em vossa alma paixões, não os escuteis, e lançai fora tanto a carne quanto o espírito da música.”

Essa é a essência da guerra invisível: guardar a pureza do coração. Ao guardar a pureza do coração, estais guardando o lugar onde Deus habita. O asceta do século XIX, Teófano, o Recluso, resumiu essa luta com estas palavras: “Há apenas um modo de começar: e esse é domar as paixões. Estas não podem ser submetidas na alma senão pela guarda do coração e pela vigilância. Portanto, quando o coração é purificado das paixões, pode-se dedicar todo o tempo à oração e à luta contra os pensamentos; e então pode-se olhar para o céu com os olhos físicos ou contemplá-lo com os olhos espirituais da alma, rezando em pureza e em verdade.”

As paixões

Assim como correntes impedem a liberdade de um prisioneiro, também as paixões impedem o amante da verdade de conversar com Deus. Falar de paixões hoje não é algo fácil, pois a paixão e o vício receberam o nome de virtude, e a virtude recebeu o nome de vício.

A palavra paixão vem do termo latino passionis, que significa sofrimento. No uso contemporâneo, a palavra passou a ter o significado de amor romântico, pois paixão também significa uma emoção intensa e avassaladora. No entanto, seu verdadeiro significado é sofrimento. O sofrimento da paixão é o sofrimento que este mundo decaído oferece por meio de sua emoção intensa e dominadora em favor do vício. Em suma, sofremos por causa do pecado, e assim não somos livres.

Para compreender paixão e impassibilidade, é necessário compreender escravidão e liberdade, tanto no sentido visível quanto no invisível. Quando nos tornamos vítimas da paixão, tornamo-nos escravos da nossa própria carne e escravos deste mundo. Mas quando somos impassíveis, não há limites para nossa liberdade, tanto neste mundo quanto dentro do nosso próprio coração. O Espírito de Deus é o espírito da liberdade. Esta é a verdadeira liberdade e a verdadeira paz, que o mundo não pode dar nem compreender. Assim, se Deus é a verdade, então, quando conhecerdes a verdade, a verdade vos libertará. A resposta e a chave da vida repousam na liberdade de ver, conhecer e amar a Deus.

“O que o homem ama, isso ele certamente deseja; e o que deseja, isso se esforça por alcançar”, disse o monge e místico do século IV, Abba Evágrio. Este é o primeiro princípio que deve ser compreendido por quem deseja entender e vencer as paixões e os vícios. Pode-se desejar e amar a Deus, ou pode-se desejar e amar aquilo que luta contra Deus. A urgência dessa guerra invisível contra nossas paixões e vícios é muito clara, pois a reduzimos a duas escolhas: devemos escolher ou a paixão ou a impassibilidade, a escravidão ou a liberdade, Deus ou este mundo.

Existem oito paixões principais, nascidas nesta ordem: gula, luxúria, avareza, ira, acídia, desespero, vanglória e orgulho. Estas são as paixões básicas que dão origem aos inúmeros vícios e pecados que governam este mundo. Essas oito paixões são como elos de uma corrente que conduzem ao abismo da escravidão. Em geral, cada paixão, quando aceita, dá origem à seguinte, e assim por diante ao longo da corrente. Elas estão interligadas, embora sem um padrão fixo, pois cada alma reage às paixões de maneira diferente.

A paixão se origina e encontra seu movimento inicial em um pensamento, e possui uma sucessão de seis movimentos em seu desenvolvimento, até alcançar seu resultado final: a escravidão ao vício. Mas antes da origem do pensamento da paixão, ocorre primeiramente algo vital: o enfraquecimento da fé. Após o enfraquecimento da fé, os seis estados seguintes iniciam o processo de aprisionamento da alma:

(1) Sugestão é um simples pensamento que vem à mente de fora, sugerindo a ideia do vício. Há duas causas para o surgimento da sugestão inicial: uma é natural e a outra é provocada pela inspiração do maligno e dos espíritos maus. A sugestão ocorre independentemente da vontade da pessoa, contra o seu desejo, sem sua participação — espontaneamente — e, portanto, é considerada inocente ou impassível. Se não for acolhida consciente e voluntariamente, ainda não é vício.

(2) Conjunção é o estágio mais importante, pois consiste no diálogo voluntário com o pensamento mau, concedendo-lhe permissão para entrar, recebendo-o e mantendo-o na mente. A atenção permanece no pensamento e dele se deleita. Para cortar o desenvolvimento posterior do vício, remover o pensamento da mente e pôr fim à fantasia má, é necessário reunir a atenção por meio do esforço da livre vontade.

(3) Aderência é a aceitação do pensamento, e assim uma derrota diante dele. É a ausência da rejeição voluntária do pensamento, pela qual a vontade se torna cada vez mais atraída pelo vício e por suas imagens mentais malignas, e delas obtém satisfação. O equilíbrio da alma é totalmente destruído, e a alma se rende ao pensamento, não sendo mais livre. O vício foi cometido na intenção, embora ainda não tenha se tornado um ato.

(4) Luta é a oposição ao vício antes que ele se manifeste totalmente como ato. Em muitos casos, esse estágio está ausente na progressão da paixão, especialmente quando alguém está habituado a se render aos pensamentos e imagens maus, e tem o hábito do pecado gravado na alma.

(5) Cativeiro é a paixão; é o aprisionamento e a escravidão ao vício. Já não é a vontade que governa o pensamento mau, mas o pensamento mau governa a vontade, concentrando toda a energia e atenção na paixão. Assim, a paixão e o vício tornam-se o objeto de afeição e amor, e esse amor mau torna-se habitual. A paixão passa a ser a razão diária da existência, e o amor a Deus e ao próximo torna-se objeto de ódio secreto. A prisão do vício torna-se fria e escura, e inicia-se a decomposição da alma.

A pessoa não deve permitir que isso aconteça, mas deve aprender a lutar contra as paixões na mais difícil das guerras, que é comparada ao carregar da cruz. São Isaac, um eremita sírio do século VII, disse: “Esse carregar da cruz é de dois tipos: um consiste em suportar as privações corporais inevitáveis na luta contra as paixões. O outro consiste na meditação em Deus e na permanência na oração, e é chamado contemplação. O primeiro, o carregar corporal da cruz, purifica a parte passional da alma, enquanto o segundo, a contemplação, traz luz à alma.”

As virtudes

A pessoa que, pela graça, é capacitada a se dedicar total e continuamente a Deus alcançou o bem supremo. Mas no caminho para esse bem existem muitas e incontáveis virtudes. As maiores dessas virtudes foram resumidas nos ensinamentos do apóstolo e discípulo de Cristo chamado Paulo. Chamando-as de “frutos do Espírito”, ele disse que são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio.

A palavra virtude vem do termo latino virtus, que possui um duplo significado: primeiro, poder; e segundo, o seu significado comum em português. É por isso que o bem é sempre vitorioso sobre o mal — porque o maior poder é a virtude. O monge sírio do século V, São Isaac, disse sobre a virtude: “O temor de Deus é o princípio da virtude e diz-se que é fruto da fé. Ele é plantado no coração quando o homem retira sua mente das distrações do mundo, a fim de conter seus pensamentos errantes nas reflexões sobre o mundo por vir. As virtudes seguem umas às outras em sucessão, para que o caminho da virtude não se torne penoso e pesado, e para que, sendo alcançadas progressivamente em ordem, se tornem leves; assim, as dificuldades suportadas por causa da virtude devem ser estimadas pelo homem tanto quanto a própria virtude.”

Embora existam muitas virtudes, há quatro virtudes principais que pertencem diretamente à alma. Um monge do deserto da Ásia Menor do século XI, São Pedro Damasceno, escreveu sobre essas quatro virtudes: “Há quatro formas da sabedoria da virtude: primeiro, o discernimento moral, ou o conhecimento do que deve e do que não deve ser feito, unido à guarda da mente; segundo, o domínio próprio, pelo qual nosso propósito moral é protegido e mantido livre de todos os atos, pensamentos e palavras que não concordam com Deus; terceiro, a coragem, a força e a resistência diante dos sofrimentos, provações e tentações encontradas no caminho espiritual; quarto, a justiça, que consiste em manter o equilíbrio adequado entre as três primeiras. Essas virtudes surgem dos três aspectos ou potências da alma da seguinte maneira: da mente da alma procede a virtude do discernimento moral e da justiça; da vontade da alma procede o domínio próprio; e do coração da alma procede a coragem.”

É essa coragem do coração que se necessita para ser vitorioso na virtude. C. S. Lewis disse que, sem coragem, nenhuma outra virtude pode existir senão por acaso. Sem coragem na busca da virtude, a pessoa não apenas se priva da virtude, mas inevitavelmente será forçada a abraçar o vício, pois, sendo a virtude difícil de adquirir, a coragem é absolutamente necessária. O monge do século XIV do Monte Atos, na Grécia, Gregório Palamas, disse a esse respeito: “O bem é mais difícil de realizar, e as virtudes são mais difíceis de alcançar do que as coisas más? Não vejo as coisas dessa forma! É um fato que o homem embriagado e sem domínio próprio se esforça mais do que aquele que é senhor de si.”

Depois que alguém começa a dominar a si mesmo, então alcança o ápice das virtudes: a fonte do poder da virtude, que é o amor. Falar de amor é ousar falar de Deus, pois Deus é amor. Nas palavras de São Isaac da Síria: “Agora que escrevemos acima sobre a aspiração espiritual e o anseio, chegou o momento de explicá-los. Trata-se de uma força indefinida que é despertada no coração pelo amor. O amor de Deus é quente por natureza, e quando, além da natureza, desce sobre um homem, lança sua alma em êxtase.”

Foi feita a seguinte pergunta ao monge Isaac: “Qual é a perfeição de todos os frutos do Espírito?” Isaac respondeu: “Quando um homem é considerado digno do amor perfeito de Deus.” Então foi feita outra pergunta: “E quando o homem sabe que alcançou isso?” Isaac respondeu: “Quando a lembrança de Deus é despertada em sua mente, imediatamente seu coração se incendeia de amor por Ele e seus olhos derramam lágrimas abundantes. Um homem que se encontra nesse estado nunca estará sem lágrimas, porque aquilo que o leva à lembrança de Deus jamais está ausente dele. Por isso, até mesmo durante o sono ele conversa com Deus. Pois o amor deseja que seja assim. Esta é a perfeição… mesmo nesta vida. Aquele que adquiriu o amor prova Cristo todos os dias e a toda hora, e por meio dele se torna imortal. O amor é muito mais doce que a vida. Aquele que adquiriu o amor reveste-se do próprio Deus.”

St. Herman of Alaska Brotherhood
Tradução do Diácono André Souza

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Aurora Ortodoxia é um labor online missionário de cristãos ortodoxos brasileiros de distintas jurisdições canônicas, dedicado ao aprofundamento e iluminação daqueles que se interessam em conhecer a Fé Ortodoxa por meio da experiëncia da Santa Tradição.

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